Relatórios

Q2 2026 - Relatório de Transparência

Relatório de transparência das atividades do RIO Endowment até o Q2 de 2026.

Q2 2026: um trimestre de estruturação

Se o primeiro trimestre foi sobre validar o modelo, o segundo foi sobre organizar a casa. Reorganizamos responsabilidades dentro da equipe, criamos fluxos mais claros de acompanhamento financeiro e de bolsistas, e demos os primeiros passos em projetos que vão sustentar o crescimento da RIO nos próximos anos. Não foi o trimestre mais barulhento, mas talvez tenha sido o mais importante.

Estas são as cinco coisas que marcaram o Q2.

  1. Um portfólio de 14 bolsistas em 6 universidades

Fechamos o trimestre com 14 bolsistas ativos, vindos de UFRJ, UERJ, UFF, UNIRIO, FGV e PUC-Rio, com CR médio de 8,21. São estudantes de Medicina, Engenharia Química, Biomedicina, Ciência da Computação, Direito, Administração e outros cursos.

Cada um recebe uma combinação diferente de apoio: 9 têm bolsa financeira, 7 fazem inglês no BRASAS, 7 participam do programa BeConfident e 12 estão em mentoria individual. A ideia é simples: uma bolsa sozinha não muda uma trajetória, então montamos o apoio conforme a necessidade de cada aluno.

  1. Um patrimônio que cresce sem sustos

Encerramos junho com R$ 584,6 mil sob gestão, um crescimento de 10,3% no ano. Cerca de 95% do capital está em renda fixa conservadora no BTG Pactual e o restante via BrazilFoundation, nosso canal para doadores nos Estados Unidos.

A lógica é priorizar liquidez e previsibilidade. Cada bolsa precisa estar garantida em qualquer cenário, e é essa base saudável que nos permite pensar em escalar com responsabilidade.

  1. Histórias que o número não conta sozinho

Letícia, de Administração na FGV, concluiu um intercâmbio na Espanha usando a bolsa para cobrir moradia e alimentação. De volta ao Rio, conseguiu um estágio na Fundação Behring e já montou um dashboard de análise de dados para o novo trabalho, tudo isso mantendo uma pesquisa de iniciação científica.

Ela não está sozinha. Camila submeteu um artigo de neurocirurgia ao European Spine Journal. Juliana teve um trabalho aprovado na FeSBE. Sophia segue em P&D na L'Oréal. Gabriela assumiu a diretoria de eventos do seu centro acadêmico.

  1. Governança mais próxima dos alunos

Nossa estrutura de controle segue firme: conselho com reuniões trimestrais, capital custodiado no BTG, pagamentos no início de cada mês com conciliação bancária e critério claro de manutenção de bolsa (CR mínimo de 7,0 e atividade semanal em STEM ou extracurricular).

A novidade veio de um feedback dos próprios bolsistas, que sentiam falta de um espaço de troca. Agora temos uma voluntária dedicada exclusivamente ao relacionamento com os alunos e à construção de uma comunidade RIO.

  1. Metas claras para o segundo semestre

A partir de agosto, a bolsa financeira sobe de R$ 400 para R$ 600 por mês. Nossa meta para o ano é ter todos os 14 bolsistas com bolsa financeira ativa, e para isso precisamos chegar a R$ 1 milhão em patrimônio. Estamos em 58,5% do caminho.

Para chegar lá, vamos testar novos formatos de captação no Q3: uma campanha de Copa do Mundo voltada a doadores nos Estados Unidos e a possibilidade de escolher a RIO como causa em casamentos, aniversários e celebrações, no lugar de presentes.

Construir um endowment é um projeto de décadas. Cada trimestre bem estruturado é um tijolo a mais numa base que vai continuar formando talentos muito depois de nós.

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